Algumas vezes na vida, convêm-nos ter os olhos bem abertos, outras na metade, e outras realmente fechados. A questão está em saber como usá-los para cada vez...
Doménico Cieri
Criámos este blogue como forma de divulgação do trabalho sobre “Violações Sexuais” que estamos a realizar no âmbito da disciplina de Área de Projecto. A escolha do tema expressa bem a nossa vontade em desmistificá-lo e falar abertamente sobre o mesmo. Aqui poderão esclarecer dúvidas e consultar as actividades que levaremos a cabo ao longo do ano lectivo 2009/10. Para isso, contamos com os vossos comentários, questões e críticas! O GRUPO A: Ana Martins, Rafaela Miranda, Sara Arnaud e Sarah Costa
A mãe das vítimas foi alertada pelos vizinhos para os abusos que as suas filhas estariam a sofrer por parte de um reformado. Indignada, a responsável pelas menores confrontou o arguido, que colocou as culpas nas crianças. "Elas é que são umas porcas," respondeu o homem.
O GRUPO A está, a partir de hoje, oficialmente inscrito no concurso SUPER BLOG Awards 2009/2010. Pretendemos, desde já, esclarecer que a nossa inscrição no concurso teve como base assegurar uma maior visibilidade do nosso trabalho, divulgando assim o blogue criado pelo grupo.
O livro "Porquê a mim?" de Bernardo Teixeira, é a primeira obra escrita por uma vítima de abusos sexuais e maus-tratos enquanto aluno da Casa Pia. É um relato de coragem, escrito na primeira pessoa, onde se relata o dia-a-dia de um jovem dentro da instituição que o acolheu quando a sua família lhe virou as costas. Foi dentro da instituição que recebeu afecto, carinho e protecção, mas foi também aí que padeceu de dor e sofrimento...
A partir de hoje, quarta-feira (17 de Fevereiro), está nas bancas a nova edição do Jornal "Póvoa Semanário" que contém uma entrevista ao GRUPO A, por Ana Rita Ferreira, à qual desde já agradecemos pela disponibilidade e interesse demonstrado. Com a mesma pretendemos divulgar ainda mais o tema e claro, o nosso projecto "Quando os Olhos Não Mentem" - Violações Sexuais. Para os curiosos e que não tiveram oportunidade ainda de comprar o Jornal, deixamos o vídeo da nossa entrevista, que também está disponível AQUI!, na página online do Jornal "Póvoa Semanário".
Estávamos no ano de 2004 quando Francesca Navratil, pediatra suíça com especialização em ginecologia na adolescência, revelou que "entre 10 a 15 por cento das crianças ou adolescentes vão ser abusados antes de atingirem a maioridade". A especialista ainda acrescentou que "o abuso sexual é frequente e, por isso, uma parte do nosso trabalho é verificar se os doentes são suspeitos de abuso sexual". E quando questionada acerca dos procedimentos que teria que tomar, enquanto médica, perante um caso destes, referiu que "Por um lado, tem de se pensar na melhor maneira de gerir a situação e pedir ajuda quando necessário; por outro, há que confirmar a história do doente e, nesse caso, a intervenção tem de ser multidisciplinar (...) quando as crianças e adolescentes chegam ao médico, quer por via directa quer por via indirecta, é fundamental perceber a história, ouvir a descrição e interpretar as evidências e por fim fazer sempre um exame geral, sendo que a criança nunca deve ser forçada". O abuso sexual de crianças e adolescentes é para Francesca Navratil um dilema no diagnóstico isto porque, "sempre que existe suspeita de abuso é preciso estudar e verificar a história da criança e, para isso, o tempo de examinação é crucial, uma vez que há várias patologias que se podem confundir com o que é resultado de uma situação de abuso". Infelizmente, e de acordo com as suas declarações, "poucas crianças apresentam sinais visíveis, o que torna o diagnóstico ainda mais complicado. Nesse sentido, vão continuar a existir alguns casos em que a suspeita realmente não se confirma". Em jeito de alerta, a pediatra definiu abuso sexual como uma problemática que envolve muito mais que penetração e manipulação dos órgãos genitais. Para ela, o indivíduo ou, neste caso a criança, pode não perceber que é de facto, uma vítima. E isto porque se trata de uma relação de poder e onde, geralmente, o agressor tem uma estreita cumplicidade com a criança ou adolescente.
Antes de mais nada, o GRUPO A vem por este meio agradecer o apoio dado por toda a equipa do programa "As Tardes da Júlia" (TVI), aquando da nossa participação televisiva. Estamos profundamente gratas pela oportunidade que nos deram de divulgar o nosso projecto mas, mais importante ainda, divulgar um tema grave e que diz respeito a todos nós! Agradecemos ainda a disponibilidade da Júlia Pinheiro que soube conduzir a entrevista da melhor maneira! Não podiamos deixar de expressar, publicamente, a nossa gratidão por todos os comentários que temos recebido até ao momento... Não querendo menosprezar ninguém, saludamos os nossos mais recentes comentadores/seguidores: João Alves, Maty, Joana Correia, Isabel_F., Mrs. SICR, Monica, MadalenaSousa, Félix Vieira, Carlos Eduardo, Querido Franklin e Margarida Sousa.