sábado, 13 de março de 2010

Pensamento da Semana

"Como é estranho que tenhamos todos olhos diferentes"
Graham Swift

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pedófilo poveiro fica em Prisão Preventiva

"MARIA" (nome fictício) tinha apenas seis anos quando o pai a violou pela primeira vez. Assustada, só queria que o mesmo não voltasse a acontecer. Mas dias depois, o homem, de 39 anos, voltou a fazer o mesmo e a situação chegou mesmo a piorar. O pai além de a sujeitar a diversas práticas sexuais, espancava-a e obrigava-a a ver filmes pornográficos.
Durante treze anos a criança foi obrigada a manter-se em silêncio e "MARIA", agora com 19 anos, já perdeu a conta às vezes que foi violada. Há uns anos descobriu que não era a única vítima já que, os irmãos de 5 e 8 anos também eram abusados e espancados desde muito novos. As três crianças eram sempre abusadas separadamente no entanto, todas sabiam o que o pai fazia com cada um deles. O pedófilo passava muito tempo em casa, por ser desempregado, e aproveitava esses momentos para abusar dos filhos.
A mãe das crianças também era vítima dos ataques do marido. Sofria de violência doméstica quase desde o início do casamento, mas garante que nunca se apercebeu dos abusos e que os filhos nunca denunciaram o pai. Toda a família vivia num ambiente de extrema pobreza, passando por muitas dificuldades financeiras.
Em Janeiro deste ano, a jovem conseguiu finalmente o que tanto ansiava - sair de casa. "MARIA" denunciou o pai à Comissão de Protecção de Menores, que apresentou de imediato queixa na Polícia Judiciária, e conseguiu que o pai fosse detido. A detenção ocorreu no dia 27 desse mês (quarta-feira) na sua casa, situada no concelho da Póvoa de Varzim.
O pedófilo foi presente a tribunal logo no dia seguinte, tendo ficado em prisão preventiva ficando indiciado por três crimes de abuso sexual de crianças de forma continuada, um crime de abuso sexual de menor dependente, outro de pornografia de menores e quatro crimes de violência doméstica. Antes de seguir para a cadeia, o homem pediu ainda para falar com a filha "MARIA". Esta acedeu e entrou no tribunal acabando por sair 15 minutos depois sem dizer nada.

(in, Jornal "Correio da Manhã")

domingo, 7 de março de 2010

Pensamento da Semana

Poucos vêem aquilo que não está já dentro das suas cabeças.
Susan Sontag

quarta-feira, 3 de março de 2010

Children see, children do!


O slogan “ver é saber” vem de encontro à Teoria de Aprendizagem Social, de um dos psicólogos que mais se dedicou ao estudo da aprendizagem social, Albert Bandura. Este chegou à conclusão que a aprendizagem social ocorre pela observação e imitação das condutas daqueles com quem vivemos ou exercem influência sobre nós. Assim sendo, concluiu que inicialmente interiorizamos e posteriormente, temos tendência a expressá-los.

Esta Teoria pode ser facilmente corroborada se pensarmos que as brincadeiras favoritas das crianças são, de facto, imitar os adultos: brincar às casinhas; brincar aos polícias e ladrões, etc. Os adultos passam por isso, a ser os modelos das crianças e impõem-se pelo sucesso, classe, estatuto social, competência ou poder. Assim, pais, professores, catequistas, artistas de cinema, políticos, desportistas ou actores podem constituir-se como modelos a ser imitados, dependendo das circunstâncias e claro, da etapa da vida em que nos encontramos.

As pessoas significativas para nós, aquelas com as quais mais nos identificamos, podem influenciar-nos de forma positiva ou negativa e isso vai reflectir-se em comportamentos sociais considerados bons ou maus. Esta Teoria vem então explicar porquê que, muitas vezes, as crianças que foram violadas pelos pais tendem, mais tarde, a ter o mesmo comportamento.
Embora pareça chocante e um pouco paradoxal, as condutas ficam retidas na memória e quando achar oportuno, o sujeito tende a reproduzi-las. Pois são as condições que determinam e desencadeiam os comportamentos aprendidos.

Assim sendo, e infelizmente, o violador sofre, sofreu e faz sofrer. Os violados tornam-se frequentemente violadores, também porque a violência é frequentemente considerada a expressão mais “fácil” de um sofrimento não expresso.

Veja-se então, o seguinte vídeo feito pela “NAPCAN – Preventing Children Abuse”, uma instituição australiana que tenta, através desta campanha, consciencializar e sensibilizar todos os adultos acerca das suas condutas, porque… Children see, children do!

Contamos com a vossa colaboração!

O Grupo A está interessado em conhecer pessoas que, infelizmente, já tenham passado por uma violação sexual, e que não se importem de colaborar connosco e partilhar a sua história. Mesmo que os testemunhos sejam em anonimato seria, sem dúvida alguma, uma mais valia e iria ajudar-nos a enriquecer o nosso trabalho!
Assim sendo, pedimos que nos contactem o mais rapidamente possível para grupoa.eseq@gmail.com
Obrigada! Contamos convosco!

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pensamento da Semana


Algumas vezes na vida, convêm-nos ter os olhos bem abertos, outras na metade, e outras realmente fechados.
A questão está em saber como usá-los para cada vez...
Doménico Cieri

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

840€ por Abusar de Irmãs Menores

A mãe das vítimas foi alertada pelos vizinhos para os abusos que as suas filhas estariam a sofrer por parte de um reformado. Indignada, a responsável pelas menores confrontou o arguido, que colocou as culpas nas crianças. "Elas é que são umas porcas," respondeu o homem.
Durante três semanas, um reformado aliciou duas irmãs, de nove e treze anos, com bolos e dinheiro, para que "dessem a pita." Tentou apalpar-lhes os seios, pediu beijos na boca e roçou-se no corpo da mais velha. Condenado a 30 meses de prisão, em pena suspensa, recorreu e viu agora Relação do Porto a reduzir-lhe o castigo para uma multa de 840€.
Os factos remontam para os finais de 2007, quando o arguido começou a abordar as vítimas junto à escola que frequentavam, em Matosinhos. Originárias de uma família pobre, as menores aceitavam as ofertas do reformado, mas fugiam quando este tentava apalpá-las ou pedia beijos na boca.
É aqui que está o cerne da questão. O homem apenas "se roçou" numa das vítimas, facto que leva a Relação do Porto a anular a condenação do Tribunal de Matosinhos, por dois crimes de abuso sexual de crianças.
O arguido nunca tocou, roçou, apalpou a vagina das menores (...). E, quanto à pretensão de apalpar os seios das menores, o arguido nunca o conseguiu porque elas conseguiram escaparar. Ou seja, como as crianças não acederam aos pedidos do agressor, a pena acaba anulada.
Mesmo o facto de ter "roçado" na menina de treze anos não é visto pelo Tribunal da Relação do Porto como "acto sexual de relevo", o que justifica que o reformado, embora punido por abuso sexual de crianças, só pague uma multa de 840€.
(in Correio da Manhã, 8 de Fevereiro de 2010)