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quarta-feira, 26 de maio de 2010

Famosos Vítimas de Violação Sexual

Já vimos que a violação sexual afecta qualquer pessoa, independentemente do seu sexo, raça, idade ou até mesmo, estatuto social. Assim sendo, algumas personalidades famosas, que apesar de nos apresentarem uma “imagem de perfeição”, são/foram vítimas deste flagelo. Por isso mesmo, e em jeito de curiosidade, aqui estão alguns casos de violações sexuais a famosos, que demonstram o quão dura e cruel é esta realidade.


José Castelo-Branco:
A figura pública do jet set português revelou à comunicação social ter sido violado por um homem de 26 anos quando tinha apenas 11 anos. A situação foi de tal modo traum
atizante que o levou a ganhar aversão ao sexo masculino e a, segundo ele, optar por não ter relações homossexuais.

Madonna:
A escritora Lucy O’Brien, numa das suas publicações, afirma que a famosa cantora foi violada sexualmente, aos 18 anos, quando vivia em Nova Iorque. Ela explica que um homem a obrigou a subir a um prédio e a fazer-lhe sexo oral. Este tipo de casos já aconteceu com diversos cantores e/ou actores, em início de carreira, qu
e são violados, principalmente, por alegados empresários ou scouters (pessoas que recrutam pessoas com capacidade de singrar no mundo do espectáculo).

Marilyn Monroe: Acredita-se que tenha sido violada pelo seu caseiro quando tinha apenas 8 anos de idade. No entanto, e devido à sua figura ter-se tornado bastante mediática nos anos XX, afirma-se também que foi alvo de várias assédios sexuais durante a sua vida.

Virginia Woolf: A famosa escritora britânica foi vítima de abuso sexual por parte de dois dos seus irmãos durante a sua infância. Um diagnóstico revela que a escritora sofria de doença bipolar, o que levou a que suicidasse aos 59 anos. É certo que esse seu distúrbio poderá estar, ou não, relacionado com o truama ocorrido na infância mas é certo que contribui para o seu agravamento.


Maya Angelou: Esta célebre poeta afro-americana foi violada aos 7 anos de idade pelo namorado da sua própria mãe. Esta violação sexual teve repercussões muito graves na sua vida, nomeadamente, levou-a a muitos anos de mudez devido ao choque sentido. Porém, Maya afirma que superou o trauma com a ajuda de uma vizinha sua e claro, através da escrita.

Sinead O'Connor: A cantora foi abusada física, sexual e emocionalmente pelos seus próprios pais e é através das suas canções que expressa a dor que sente. Contudo, só recentemente é que teve coragem de falar publicamente acerca da relação abusiva vivida durante a infância.

Pamela Anderson: A famosa actriz e modelo revelou, numa entrevista, que foi violada sexualmente quando era adolescente. No entanto, afirma só se ter lembrado do ocorrido décadas depois, porque, segundo ela, "Eu bloqueei mentalmente o trauma".

Oprah Winfrey: Foi por volta dos 9 anos que começou o calvário de violações sexuais da apresentadora mais aclamada dos EUA. "Fui violada quando tinha 9 anos por um primo, e nunca disse nada a ninguém até ter quase 30 anos. Fui, também, abusada sexualmente por um amigo da família, e depois por um tio. Era uma coisa continuada, tanto que, comecei a pensar que a vida era assim..."


quarta-feira, 3 de março de 2010

Contamos com a vossa colaboração!

O Grupo A está interessado em conhecer pessoas que, infelizmente, já tenham passado por uma violação sexual, e que não se importem de colaborar connosco e partilhar a sua história. Mesmo que os testemunhos sejam em anonimato seria, sem dúvida alguma, uma mais valia e iria ajudar-nos a enriquecer o nosso trabalho!
Assim sendo, pedimos que nos contactem o mais rapidamente possível para grupoa.eseq@gmail.com
Obrigada! Contamos convosco!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

840€ por Abusar de Irmãs Menores

A mãe das vítimas foi alertada pelos vizinhos para os abusos que as suas filhas estariam a sofrer por parte de um reformado. Indignada, a responsável pelas menores confrontou o arguido, que colocou as culpas nas crianças. "Elas é que são umas porcas," respondeu o homem.
Durante três semanas, um reformado aliciou duas irmãs, de nove e treze anos, com bolos e dinheiro, para que "dessem a pita." Tentou apalpar-lhes os seios, pediu beijos na boca e roçou-se no corpo da mais velha. Condenado a 30 meses de prisão, em pena suspensa, recorreu e viu agora Relação do Porto a reduzir-lhe o castigo para uma multa de 840€.
Os factos remontam para os finais de 2007, quando o arguido começou a abordar as vítimas junto à escola que frequentavam, em Matosinhos. Originárias de uma família pobre, as menores aceitavam as ofertas do reformado, mas fugiam quando este tentava apalpá-las ou pedia beijos na boca.
É aqui que está o cerne da questão. O homem apenas "se roçou" numa das vítimas, facto que leva a Relação do Porto a anular a condenação do Tribunal de Matosinhos, por dois crimes de abuso sexual de crianças.
O arguido nunca tocou, roçou, apalpou a vagina das menores (...). E, quanto à pretensão de apalpar os seios das menores, o arguido nunca o conseguiu porque elas conseguiram escaparar. Ou seja, como as crianças não acederam aos pedidos do agressor, a pena acaba anulada.
Mesmo o facto de ter "roçado" na menina de treze anos não é visto pelo Tribunal da Relação do Porto como "acto sexual de relevo", o que justifica que o reformado, embora punido por abuso sexual de crianças, só pague uma multa de 840€.
(in Correio da Manhã, 8 de Fevereiro de 2010)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

"Porquê a mim?"

O livro "Porquê a mim?" de Bernardo Teixeira, é a primeira obra escrita por uma vítima de abusos sexuais e maus-tratos enquanto aluno da Casa Pia. É um relato de coragem, escrito na primeira pessoa, onde se relata o dia-a-dia de um jovem dentro da instituição que o acolheu quando a sua família lhe virou as costas. Foi dentro da instituição que recebeu afecto, carinho e protecção, mas foi também aí que padeceu de dor e sofrimento...

Trata-se, sem dúvida, de um testemunho impressionante e emotivo onde somos levados a percorrer os passos de um aluno interno da Casa Pia, a conhecer as alegrias das crianças que aí encontraram um lar, mas também o sofrimento de quem foi obrigado a perder a inocência cedo demais.

Sinopse do livro:

"Pela primeira vez na minha vida, estou a ver a lua aos quadradinhos. É mesmo como nos filmes. Sentado no parapeito da janela, olho para o céu e penso em como tudo podia ter sido tão diferente. Só me apetece chorar. Estou a aguentar as lágrimas desde esta manhã."

É assim que se inicia o relato deste ex-aluno da Casa Pia de Lisboa. Abandonado pela família aos 11 anos, Bernardo é entregue aos cuidados desta instituição. "Não te procupes", dizem-lhe, "nunca te vão fazer mal". Os primeiros tempos são difíceis. Loiro, franzino e sensível, o rapaz é gozado pelos colegas mais velhos. Isola-se, não confia em ninguém, só no diário em que escreve à noite às escondidas. Até que faz um amigo mais velho, o motorista. Caetano dá-lhe boleias, presentes e carinho. Promete ser o pai que Bernardo nunca teve. Mas pede algo terrível em troca. Seguem-se tempos de dor, de vergonha e de solidão, que por pouco não acabam da pior maneira.

É um relato emocionante que pretende dar voz a quem mais sofreu durante todos estes anos e que até agora não tinha tido oportunidade de expressar, em livro, a sua dor.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Duas mulheres violadas por engano no local de trabalho


Duas empregadas de escritório, uma delas deficiente, foram no dia 22 de Agosto de 2009, violadas e agredidas por dois indivíduos que as tomaram por prostitutas, no Seixal. A violação ocorreu no seu local de trabalho.

O crime ocorreu cerca das 10:30 horas, num prédio da Rua 1º de Maio, no Seixal. Os dois detidos, um de 20 anos e outro de 23, cadastrado e saído há cerca de um ano da cadeia (onde cumpriu pena por roubos à mão armada) foram apanhados em flagrante por elementos da PSP da Divisão do Seixal. No entanto, moradores do prédio adiantaram ao Jornal de Notícias, que já ao final da tarde do dia 21, pelo menos um dos suspeitos tinha rondado o prédio. Voltou, no entanto, a vê-lo, assim como ao cúmplice, no dia seguinte quando o duo bateu à sua porta, à procura de duas mulheres. De facto, os indivíduos pareciam estar inseguros quanto a quem se dirigirem, uma vez que estavam à procura de um apartamento onde residiriam duas prostitutas, de quem pretendiam serviços sexuais.

Os problemas começaram logo ao início da manhã, quando os dois homens se confrontaram com o porteiro do edifício. "Eles queriam entrar mas eu não deixei. Não queriam dizer onde pretendiam ir", contou o porteiro. Contudo, ainda conseguiram tocar à campainha de uma empresa, julgando tratar-se do apartamento ligado à prostituição. As duas funcionárias que ali se encontravam, de 23 e 36 anos, respectivamente, assustaram-se com as pretensões dos indivíduos, uma vez que terão sido muito explícitos quanto aos seus propósitos. Recusaram abrir a porta, mas isso não os demoveu. Pouco depois, os dois homens acabaram por tocar a outra campainha e a porta da rua foi aberta: "Eu já não podia impedi-los, porque alguém lhes tinha aberto a porta", justifica o porteiro. Dirigiram-se então ao sexto andar, bateram a duas portas, de apartamentos onde residem duas famílias. Disseram-lhes que era engano e foi então que se dirigiram à porta da empresa. Nesta altura, uma das funcionárias, apavorada, já tinha telefonado ao dono da firma. As duas empregadas voltaram a recusar a entrada aos indivíduos, explicando que ali não havia prostituição. Os dois homens reagiram de forma violenta, agredindo as duas mulheres, ao mesmo tempo que forçavam a entrada e fechavam a porta atrás de si. Uma das vítimas tem uma prótese numa perna, mas o facto não fez mudar de ideias os intrusos. Apesar dos apelos das mulheres, os dois homens obrigaram-nas a praticar vários actos sexuais ao mesmo tempo que as agrediam.

O proprietário da empresa chegou e deu conta de que a porta estava fechada. Ouviu gritos e barulho vindos do interior e ligou de imediato para a PSP. Pouco depois, chegava ao local um carro-patrulha de Trânsito, que estava mais próximo, e a seguir elementos da investigação criminal. "Isto encheu-se aqui de Polícia", contou uma comerciante. Os dois agressores foram detidos de imediato.
(in, Jornal de Notícias)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Predador português faz mais de dez vítimas

Predador sexual ataca raparigas menores dentro de prédios, em Telheiras, há um ano, sempre às terças-feiras. Ameaça-as com faca e força-as a fazer sexo oral. Cuidado, ele ainda continua à solta...
Um casal subiu ao terraço de um prédio à procura de privacidade, mas não esperava um homem de faca em punho que o seguiu discretamente. "ISABEL" (nome fictício), que foi obrigada a fazer sexo oral ao estranho à frente do namorado, é uma entre mais de dez vítimas do mesmo predador. Sempre às terças-feiras, à tarde ou à noite, dentro dos prédios onde as menores, vivem com os pais. Ao contrário de um dos dois violadores que atacam em Benfica, que foi apanhado em menos de um mês por dois casos, há cerca de um ano que a Polícia Judiciária de Lisboa tenta descobrir quem é o homem que ataca de cara destapada, em Telheiras.
Cerca de trinta anos, branco, cabelo muito curto, 1,70 m, magro, são características fornecidas à investigação por algumas das vítimas e testemunhas – tendo já originado dois retratos-robô, ambos desenhados por peritos da PJ, para já sem resultados. Ainda há dois dias, a PSP do Centro Comercial Colombo identificou um suspeito, com aspecto físico bastante parecido, mas a PJ foi buscá-lo e já o descartou.
Depois de meses de trabalho no terreno e dezenas de inspectores investidos, a PJ desespera por informação útil sobre o predador que só ataca menores, de faca em punho, às terças-feiras, e tem por único objectivo forçar sexo oral ou a masturbação para se satisfazer, ejaculando para o corpo das vítimas.Também ele já deixou vestígios biológicos (esperma), mas também aqui a investigação esbarra na lei: a base de dados de ADN em Portugal está quase vazia. E por isso, este predador continua no activo: há meses em que pára, como agora, e outros em que faz duas ou três vítimas, como aconteceu em Agosto e Setembro. A PJ já tem confirmados cerca de uma dezena de casos, com queixa, mas sabe que há mais raparigas que se escondem por vergonha ou até medo.
O caso de uma vítima, de 17 anos, que quis levar o caso às últimas consequências, a 18 de Agosto, chocou o País por no Hospital de Stª Maria lhe terem dito que voltasse a casa, sem lavar os dentes oito horas, por não haver peritos do Instituto de Medicinal Legal para a examinar.
(in, Jornal "Correio da Manhã")

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

"Não Digas Nada à Mamã"

Como sabemos, as violações sexuais são uma realidade bastante dura e cruel de que várias pessoas são alvo. Assim, decidimos recomendar a todos os visitantes do nosso blogue um livro de Toni Maguire - "Não Digas Nada à Mamã" - que retrata muito bem a vida de uma criança violada pelo seu próprio pai.
Toni tinha apenas seis anos quando o seu mundo ruiu. Quando o seu pai teve a sua primeira atitude obscena, a pequena Toni arranjou coragem para contar à mãe o que tinha acontecido, certa de que esta traria a normalidade de volta à sua vida. Contudo, a mãe fez o impensável: disse-lhe para nunca mais falar sobre o assunto. Quando os abusos se intensificaram, o pai ameaçou-a, proibindo-a de contar à mãe ou a qualquer outra pessoa. Aquele pesadelo teria de permanecer "o nosso segredo".
Aos catorze anos, Toni engravidou do pai e partilhou pela primeira vez o seu terrível segredo. Mas, tal como o pai previra, todos a culparam. Apesar do pai ter sido preso, a jovem continuou a sofrer... Quase morreu devido a um aborto e ainda foi cruelmente julgada e rejeitada pela família, professores e amigos. Após um período de profunda depressão, Toni enfrentou a única verdade na sua vida - para poder aspirar a felicidade, teria de contar apenas consigo própria.
"Não Digas Nada à Mamã" é o relato verídico e tocante da pior das traições! Uma história de coragem que inspirou centenas de milhares de leitores em todo o mundo. Não pode deixar de o ler...

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Assédio Sexual a Geisy Arruda

Foi a 22 de Outubro de 2009 que, a Universidade Uniban, situada em São Paulo (Brasil), testemunhou o mais recente caso de assédio sexual que andou nas bocas do mundo. 700 alunos da Universidade ficaram em alvoroço e geraram uma situação extremamente constrangedora para a vítima em questão, Geisy Arruda, de 20 anos. Isto, alegadamente, porque a mesma foi para as aulas com um vestido curto e considerado por muitos, provocatório.
A situação rapidamente ultrapassou os limites - o recinto ficou cheio de alunos que lhe repetiam insultos e assediavam sexualmente* - e por isso, a aluna teve que ser protegida e escoltada pela Polícia que a ajudou a sair do edifício em segurança. Geisy encontra-se muito abalda com a situação e não entende porque tudo aconteceu, já que "Estava com um vestido normal. Não era decotado nem nada! Estava só do jeito que eu uso mesmo." Os pais e amigos de Geisy apoiam-na e confirmam que ela sempre usou roupas curtas, mas que nunca tinha acontecido uma situação daquelas.
Pouco tempo após a polémica, a Uniban decidiu-se pela suspensão da aluna, atitude que o assesor jurídico da instituição, Décio Lencioni, justificou dizendo que "Não é pela vestimenta. É pela atitude provocatória da aluna Geisy, como por exemplo, de ao subir ter parado no meio do percurso e levantado a saia." (ver vídeo).

O que é certo é que desde essa altura até agora, a atitude de Geisy Arruda mudou radicalmente. Podemos até dizer que, a situação por que passou serviu para que a jovem passasse a ser vista como uma nova celebridade brasileira que já fez cirurgias plásticas, sessões fotográficas ou participações televisivas, por exemplo. Quanto ao que o futuro lhe reserva, embora inicialmente ela quisesse voltar a estudar porque acreditava que "Se eu ficar em casa recolhida vou assumir a culpa de algo que eu não fiz", actualmente quer apostar na sua fama e exposição pública. Assim, poderemos vê-la, desta vez bem diferente e sem qualquer tipo de constrangimentos, a desfilar no Carnaval de Sapacuí ainda este ano. É caso para dizer que, para alguns, há males que vêm por bem!

*ASSÉDIO SEXUAL: Tipo de coerção de carácter sexual praticada por qualquer tipo de pessoa (desde subordinados a subordinadores) nas mais diversas situações (local de trabalho, ambiente académico, etc). Caracteriza-se por ameaças, insinuações de hostilidades e tentativas de investidas sexuais.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Polícia Federal descobre Rede de Pedofilia

A Polícia Federal brasileira iniciou há nove meses uma investigação a vários suspeitos nomeadamente, a um operador de telemarketing e cliente de um cyber-café, situado na cidade de São José (em Santa Catarina). Através dessas mesmas investigações ao jovem suspeito, Felipe Nunes Ferreira, de 24 anos, os agentes conseguiram desvendar uma rede de pedofilia que cobria 8 Estados do Brasil.

Foi a 8 de Dezembro que Felipe Nunes Ferreira foi preso, em casa, por conter material pornográfico. Assim, foi acusado de ter fotografado uma menina de 3 anos e compartilhado as fotos pela Internet, distribuído pornografia infantil online e ainda, de ter abusado sexualmente uma menor de 14 anos. Através da apreensão dos computadores de Felipe Ferreira, a Polícia Federal contabilizou um total de 15 pessoas que trocavam entre si, frequentemente, imagens de actos sexuais que envolviam crianças e adolescentes. E iniciou ainda uma investigação que envolve outras 30 pessoas, do Rio de Janeiro, com quem este mantinha contacto pela Internet.

"Todos os contactos de e-mail do acusado serão investigados. O objectivo é identificar as crianças vítimas destes abusos. Suspeitamos que alguns pais estão envolvidos", disse o delegado titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima do Rio, Luiz Henrique Marques Pereira. Além de Santa Catarina e de Rio de Janeiro, acredita-se que os pedófilos estão espalhados por São Paulo, Minas Gerais, Goiás Paraná, Mato Grosso e Ceará.

"Foram apreendidas cenas fortes de violência e violação sexual envolvendo menores. Num vídeo compartilhado por eles, uma criança de 3 anos é violentamente abusada com uma toalha na cabeça. A maioria dos integrantes da quadrilha é composta por pessoas de classe média-alta, a única exceção é os de Rio de Janeiro", afirmou Monteiro, que acompanhou as detenções.

Para além de Felipe Ferreira foram presos os irmãos Celso Rogério Kurtz, de 47 anos, e Ivan Sérgio Kurtz, de 42 anos. O primeiro acusado era servidor do Tribunal de Justiça de SC, e partilhava online, tal como o irmão Felipe, imagens de crianças a partir de um outro cyber-café. Por seu turno, Ivan, lotado no Tribunal Regional do Trabalho de Jaraguá do Sul, também foi detido e já tinha sido, há pouco mais de 6 anos, preso por atentado violento ao pudor contra menores em Balneário Camboriú.

Notícia sugerida pela nossa seguidora Francisca, a quem, desde já, agradecemos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Testemunho de "Nuno"

Este é o testemunho de "NUNO" (nome fictício) que revela o abuso sexual que sofreu, aquando de uma saída nocturna, por outro rapaz. Esta é uma forma de percebermos que as violações sexuais não afectam só o sexo feminino e podem ocorrer em qualquer lugar, a qualquer hora:

“Há seis meses fui violado. Durante muito tempo culpei-me a mim mesmo. Tinha bebido um pouco, é possível que tenha encorajado o rapaz porque estava a dançar em cima de uma coluna ao seu lado. Se não tivesse falado com ele, se não o tivesse conhecido… Queria morrer enquanto estava a ser violado. Por muito tempo depois continuava a sentir-me sujo e tudo mais.
Isto aconteceu quando eu estava num pub - ao sair, o rapaz seguiu-me. Estávamos só a uns cinco metros dos homens de segurança, mas eles não fizeram nada. Falámos, beijámo-nos, e subitamente as suas mãos foram para baixo e ele violou-me. Quando percebi o que estava a acontecer, não conseguia fazer nada. Não podia mexer-me, nem falar. Depois senti tanta vergonha. Os meus amigos em vez de me ajudarem, não compreenderam a minha situação. A minha família nunca descobriu, e espero que nunca descubra! Agora estou com dúvidas em relação à minha orientação sexual...”

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Austrália pede desculpa por 40 anos de Abusos Infantis

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, apresentou hoje um pedido de desculpas solene aos 500 mil "australianos esquecidos", vítimas de décadas de abuso em instituições públicas. A Austrália "pede desculpa por esta tragédia, esta tragédia absoluta, infâncias perdidas", afirmou Rudd perante milhares de sobreviventes destes "australianos esquecidos", provocando um forte aplauso no Parlamento.

Entre 1930 e 1970, centenas de milhares de crianças foram abusadas em Orfanatos e Lares adoptivos na Austrália. "Estamos hoje todos juntos para pedir desculpas à Nação. Para vos dizer, a vós, australianos esquecidos e aqueles cujos foram enviados para nós sem o seu consentimento, que pedimos desculpa." Em Fevereiro do ano passado, o primeiro-ministro australiano já tinha feito um pedido de desculpas histórico à "geração roubada", milhares de crianças aborígenes, retiradas à força das suas famílias até à década de 70, para serem colocadas em instituições de brancos.
(in, Jornal "i")

Notícia sugerida pela nossa seguidora Arabesco, a quem, desde já, agradecemos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pai e os seus Quatro Filhos acusados de Abusos Sexuais de Menores

Um pai e os seus quatro filhos, ambos de nacionalidade americana e acusados de abusos sexuais, compareceram pela primeira vez em tribunal na quinta-feira passada (12 de Novembro 2009). As equipas de investigadores recomeçaram as buscas, no mesmo dia, na propriedade rural dos mesmos e onde os alegados abusos foram cometidos há anos atrás.
Os suspeitos são Burrell Edward Mohler Sr. de 77 anos, e os seus filhos David (52 anos), Burrell Jr. (51 anos), Jared (48 anos) e Roland (47 anos). Três dos homens são pastores na Igreja da Comunidade de Cristo americana mas, a sua actividade está, por agora, suspensa.

Os cinco homens apareceram cabisbaixos perante o juiz que leu as acusações que impendem contra eles, incluindo sodomia forçada, violação de uma criança menor de 12 anos e uso de uma criança para práticas sexuais.
A Polícia acredita que pode encontrar um ou vários corpos e procura também, localizar frascos de vidro cheios com notas escritas pelas crianças onde estas descrevem os abusos de que foram vítimas. "Quando as vítimas eram mais jovens, elas escreviam o que lhes acontecia e punham-no nesses frascos antes de os enterrarem na propriedade esperando assim esquecer o que se tinha passado", indicou o porta-voz da Polícia de Missouri.
O sofrimento das crianças viu a luz do dia em Agosto, quando uma mulher de 26 anos foi à Polícia contar os abusos sexuais sofridos. A jovem mulher descreveu nove episódios de violência sexual que, segundo recorda, começaram quando tinha cinco anos e terminaram quando ficou grávida e teve de abortar com apenas 11 anos. Estas violências acompanhavam-se de elaboradas cerimónias de "casamento", durante as quais as raparigas deviam colher flores para enfeitar o cabelo e usar vestidos especiais para agradar os violadores. Foi também obrigada a ter relações sexuais com um cão e a assistir à violação do irmão, segundo relatam os documentos judiciais.

O porta-voz da polícia, Bill Lowe, recusou precisar se outros membros da família tinham conhecimento destes abusos ou se estavam presentes quando ocorreram. O xerife de Alumbaugh declara-se convencido que "havia outras vítimas", afirmando que "os pedófilos não param num único caso: eles continuam."
(in, Jornal "Público")

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Violação como Arma de Guerra

Recentemente, tive o privilégio de poder assistir a uma peça de teatro encenada por Isabel Medina, denominada “Monólogos da Vagina”. Foi um espectáculo que tão cedo não esquecerei não só pela sua componente crítica e cómica mas principalmente, pelo seu contributo para o enriquecimento cultural de todos os presentes. Para além de a recomendar vivamente, quer a homens quer a mulheres, esta peça da autoria de Eve Ensler, e representada de forma brilhante por Ana Brito e Cunha, Guida Maria e São José Correia, trouxe-me não só mais conhecimentos acerca do complexo mundo feminino mas também, interessantes e importantes referências em relação ao tema do nosso trabalho. E como não poderia deixar de partilhá-las com vocês, aqui deixo um caso real retratado na peça.

O monólogo de que vos quero falar, remonta para o período de 1991-1995, durante a Guerra da Bósnia, em que entre 20 000 a 40 000 mulheres foram sistematicamente violadas sexualmente. Estas “violações em massa” como são conhecidas, foram realizados no leste da Bósnia maioritariamente pelas forças sérvias no entanto, e por incrível que pareça, também unidades bósnias contribuíram, em menor escala, para este massacre que via o sexo feminino como o principal alvo. Através do visionamento de algumas imagens que levaram ao choque de toda a assistência da peça de teatro, ficámos a saber que as violações sexuais envolviam objectos de tortura tais como, paus, cabos de vassoura, cabos de espingardas e até mesmo, garrafas.

As violações como arma de guerra assentam na desigualdade da relação de força, porque quando o soldado armado e em grupo encara uma mulher, o impulso sexual alia-se ao prazer político do poder absoluto sobre outra pessoa mais fraca.

A violação é, por excelência, o crime de profanação contra o corpo feminino e, através dele, contra toda a promessa de vida da comunidade no seu todo. Este tipo de casos pode ser definido, em termos antropológicos, como uma tentativa de invadir o espaço histórico do outro, num desejo de quebrar a continuidade de determinada espécie ou cultura, neste caso acabar com a hereditariedade bósnia. Em termos simbólicos e para os violadores, a violação sexual era o método mais pertinente de “purificação étnica” e de “limpeza”, por muito revoltante que possa soar.

No final de contas, o crime contra a filiação não quer a morte do inimigo, quer que este não tenha nascido.

E para vermos como a Justiça tarda em chegar, ainda hoje milhares das mulheres que foram violadas nessa altura vêem os responsáveis pelo seu sofrimento fora das grades ou sem uma única punição. Até agora, tem sido negada a justiça às sobreviventes destes crimes, já que as forças militares e os grupos paramilitares a que os violadores pertenciam, permanecem livres de qualquer acusação. Alguns até se mantêm, de acordo com Nicola Duckworth, Director do Programa da Europa e Ásia Central da Amnistia Internacional, em posições de chefia ou vivem na mesma comunidades que as vítimas.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O caso de Violação que está a chocar a América


Uma jovem foi violada por um grupo durante duas horas e meia, perante uma assistência de pelo menos dez pessoas, que nada fizeram. A rapariga de 15 anos encontra-se ainda hospitalizada, em condição considerada "estável."

As autoridades acreditam que, pelo menos, uma dezena de pessoas assistiu à violação de uma rapariga de 15 anos, na sexta-feira, nas imediações do seu liceu, enquanto decorria uma festa. Para já, há apenas dois detidos, mas a polícia julga que outros cinco indivíduos participaram na violação, que terá decorrido ao longo de duas horas e meia, de acordo com a CNN.
Os dois suspeitos detidos têm 15 e 19 anos. A polícia vira-se agora para o Facebook e o YouTube, numa tentativa de encontrar pistas que possam conduzir aos outros participantes.
A vítima tinha acabado de abandonar a festa anual de boas-vindas aos alunos quando foi abordada por um colega, que a terá convidado para se juntar a um grupo que bebia, nas traseiras da escola.
A jovem estaria também embriagada e só foi encontrada um dia depois, inconsciente.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O Testemunho de "Andreia"

Este é o testemunho da "ANDREIA" (nome fictício) que revela os abusos sexuais, que sofreu durante a sua infância, e de que forma conseguiu ultrapassá-los e redescobrir o "arco-íris" da sua vida:
"Quando eu era uma criança sofri de abuso sexual, e infelizmente isto afectou todos os aspectos da minha vida - emocional, relacional e espiritual. Sofri mais de trinta anos como vítima mental daquelas memórias: estava zangada com todos e não conseguia confiar em ninguém. Construía barreiras para evitar qualquer relacionamento de amor. A vergonha e a culpa acompanhavam-me sempre, e convenci-me que era eu própria que tinha encorajado os avanços dos abusadores. Pensava do meu próprio corpo como o meu inimigo; deste modo procurava vingar-me do meu corpo através de vícios, como o tabaco, o álcool, e o excesso de comida. Evitava que as pessoas se aproximassem de mim para que não descobrissem os meus segredos. Como alguns dos abusadores eram homens "respeitáveis" na Igreja, eu não conseguia confiar num Deus que parecia ficar indiferente ao meu sofrimento, e que parecia ter permitido que o abuso acontecesse. Por isso, rejeitei não só a Igreja mas também a própria fé. Silenciosamente sofri durante três décadas até que chegou o dia em que me apercebi que não conseguia carregar aquela dor sozinha - precisava de enfrentar o passado, lidar com feridas sofridas e aprender a viver no presente. Não queria perdoar os abusadores, pois não queria subestimar o significado dos seus crimes nem o castigo que eles mereciam. Uma pessoa que sexualmente abusa outra comete um pecado gravíssimo e, desta forma, justificava o meu desejo por justiça. No entanto, eu estava errada ao recusar perdoá-los e esquecê-los, e sabia que se assim não o fizesse a dor ficaria sempre comigo...”