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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Obrigados a Fazer Sexo em Grupo

As crianças eram violadas e forçadas a manter relações sexuais entre si. A mãe foi libertada depois de confessar os crimes e assumir ter sido vítima de abuso em criança.
Os abusos sexuais começaram muito cedo, poucos anos depois de os menores nascerem. Quase todos os dias, os três irmãos – actualmente a menina tem 9 anos e os rapazes 11 e 13 – eram violados pelos pais. Em outras ocasiões eram obrigados a ter sexo entre si, enquanto o casal assistia. O pai e a mãe foram presos, em Vila do Conde, mas a confissão da mulher, aliada ao facto de ela própria ter sido vítima de abuso em criança, determinaram a sua libertação. O marido vai para a cadeia até ao julgamento. As crianças estão entregues à Segurança Social.
O escabroso caso só ficou conhecido no dia 30 de Abril. Um dos menores denunciou-os na escola a um professor, que avisou imediatamente a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco. A partir daí, a intervenção das autoridades foi exemplar. A CPCJ avisou o Ministério Público que, minutos depois, relatava o caso à Polícia Judiciária do Porto. No mesmo dia, os pais foram presos e as crianças foram protegidas da família.
Ouvidos no Tribunal de Vila do Conde, a juíza foi sensível às explicações da mulher. Confessou integralmente as violações, mas garantiu que ela própria era espancada pelo marido e que o medo a levava a participar nos abusos aos filhos. Além disso, quando era criança, disse ainda a mãe, que foi vítima de abusos. A sua capacidade crítica para os comportamentos do marido estava claramente diminuída.
O marido recusou as acusações e tentou desmentir os três filhos que já tinham falado com as autoridades policiais. As crianças contaram ao pormenor os momentos de terror que viveram e relataram que os actos sexuais eram quase sempre em grupo – pai, mãe e filhos. As crianças contaram ainda que também tiveram sexo entre si e que durante anos acharam que aquele comportamento que lhes era imposto era normal. Era assim que estavam habituados a viver em família, era assim que eram obrigados a viver nas quatro paredes da casa.
O casal e os três filhos viviam há vários anos numa casa bastante humilde, situada em Vila do Conde. Apesar de o casal ter emprego, sempre viveram em dificuldades financeiras e por vezes os menores chegavam a passar necessidades.

Entre os vizinhos e amigos, o casal escondia a todo o custo o que se passava dentro de casa. Embora o casal tivesse muitas carências, para os que os conheciam constituíam uma família normal. Os pais obrigavam ainda os menores a manterem o silêncio sobre os abusos sexuais e avisavam que o que se passava entre eles tinha que ser mantido em segredo. As autoridades não conseguem, no entanto, precisar para já com que idade exacta as três crianças começaram a ser vítimas de abuso, mas segundo os relatos dos menores terá sido bastante cedo, quando ainda eram muito novos.

(in, "Correio da Manhã", 30 de Abril de 2010)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

As "Pulseiras do Sexo"

Um problema que tem vindo, recentemente, a afectar vários adolescentes é o uso das chamadas "Pulseiras do Sexo". À partida, estas são consideradas pulseiras, de silicone colorido, completamente inofensivas, no entanto o significado das suas cores tem uma conotação sexual explícita (como podemos verificar na imagem acima). Segundo o código que rege esta perigosa brincadeira, a pessoa que conseguir rebentar uma das pulseiras tem o direito de exigir a forma de contacto físico correspondente à sua cor.

Esta brincadeira de divertida e inócua, transforma-se num grave problema que tem dado, nestes últimos tempos, origem a um significativo aumento de casos de violações sexuais de raparigas. Estas pulseiras passaram a ser tema do dia na comunicação social inglesa, quando uma rapariga de 13 anos foi violada por três rapazes, em Londres. Segundo as autoridades, o crime terá sido motivado pelo uso do adereço.

A vítima foi abordada pelos três jovens, que lhe rebentaram a pulseira, cobrando de seguida a respectiva forma de contacto físico. Neste caso, a pulseira a ser rompida foi de
cor preta e, portanto, a rapariga teria que praticar relações sexuais com os rapazes. A rapariga foi coagida pelos três adolescentes a ir para a casa de um deles, onde acabou por ser abusada sexualmente. Os envolvidos não se conheciam, o que leva as autoridades a assumirem que o que terá desencadeado a agressão foi a "Pulseira do Sexo". A jovem está agora a ter acompanhamento psicológico. Por outro lado, os agressores, um deles maior de idade, aguardam decisão do tribunal.

Apesar deste jogo ter começado no
Reino Unido, também já há relatos do seu uso no Brasil, onde a polémica está instalada: duas adolescentes que as usavam foram encontradas mortas após sinais de violação sexual. As autoridades brasileiras estão a investigar a ligação dos homicídios com o jogo, uma vez que foram encontradas pulseiras rebentadas, caídas ao lado de ambos os corpos. No Brasil, o uso das controversas pulseiras está na ordem do dia, tanto na imprensa como nas escolas, associações de encarregados de educação e, até mesmo, na política. Em cima da mesa já está um projecto de lei que proíbe o uso dos adereços nas escolas municipais.

É importante, desta forma, alertar toda a comunidade para que este tipo de jogos não venha a desencadear, no nosso país, crimes tão significativos e complexos como estes, porque, de facto,
uma violação sexual é um acto terrível que pode destruir a vida de muitos…

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pecados da Igreja


As celebrações do quinto aniversário do Papa Bento XVI ficaram pautadas pela multiplicação de denúncias de abusos sexuais cometidos por sacerdotes, um pouco por todo o Mundo. Um escândalo que ameaça não só o seu pontificado como também a beatificação de João Paulo II... Muita tinta ainda há-de correr sobre o assunto, certamente!


A 19 de Abril, Bento XVI cumpriu cinco anos como líder da Igreja Católica sem cumprir a sua principal promessa: acabar com a corrupção sexual e afastar os que a encobriram, na sua maioria membros da hierarquia. A realidade fala por si. A cada dia que passa descobrem-se novos casos de abusos sexuais e de maus tratos em centros de ensino católicos. E muitos sacerdotes, em vez de combaterem essas práticas, parecem mais preocupados em arranjar justificações - "Há pessoas que tentam prejudicar-nos, mas a Igreja conta com a ajuda do Altíssimo", garante o secretário de Estado do Vaticano (equivalente a Ministro dos Negócios Estrangeiros), Tarcisio Bertone.
A agravante do Papa ter pedido somente, através da decepcionante carta pastoral aos católicos irlandeses (para saber mais sobre este assunto consultar o post de 25 de Novembro de 2009 "Austrália pede desculpa por 40 anos de Abusos Infantis"), para que os bispos enfrentassem os problemas com "coragem" levou a crer que as indemnizações para as vítimas e as sanções para os culpados tinham sido deixadas de lado. Uma reminiscência de outra atitude que este teve perante os desmandos dos Legionários de Cristo, tolerados durante dezenas de anos. A verdade é que o fundador desta congregação, presente em vários países há mais de seis décadas, Marcial Maciel, sempre esteve nas boas graças de Roma, até contava com a amizade do Papa João Paulo II. Contudo, Marcial Maciel não passa de um inveterado violador de menores e é pai de meia dúzia de filhos. É importante referir que, boa parte das suas vítimas foram alunos do seminário de Ontaneda, no Norte de Espanha, submetidos também aos abusos de outros sacerdotes da Instituição. Embora as denúncias contra Maciel tenham chegado à secretaria do Papa polaco o que é certo é que nada foi feito em relação às mesmas. Maciel prosseguiu, sem qualquer punição, a sua vida até que, em 1994, o Papa João Paulo II o nomeou Guia para a Juventude.
O escândalo mais gritante de abusos sexuais ocorreu no séc. XVII, nas chamadas Escolas Pias, apontadas como os primeiros estabelecimentos públicos e gratuitos da História, frequentados por órfãos e crianças de rua. Inacreditavelmente, Stefano Cherubini, padre e membro de uma família abastada e bem relacionada no Vaticano, conseguiu esconder a sua pederastia* ao ponto do Papa Inocêncio X levar quinze anos para tomar medidas.
Outro caso aconteceu, mais recentemente, no Brasil onde o Monsenhor Luis Marques Barbosa foi confrontado com um vídeo protagonizado pelo mesmo e por Fabiano Ferreira (19 anos) e Cícero Flávio (20 anos). Nestas imagens era visível a prática de sexo oral pelos três, junto ao altar e ao crucifixo. Ironicamente, o Monsenhor Luis, conhecido por ter bastante pudor e proibir o uso de mini-saia pelas mulheres nos Casamentos e até mesmo, de pedir várias vezes aos noivos para que cobrissem os decotes das noivas, é a mesma pessoa que "colocava as mãos nos nossos órgãos nas missas e pedia beijos na boca", dizem as vítimas que dizem ser molestados desde os 11 anos pelo mesmo sacerdote de 82 anos. O Monsenhor Luis ainda tentou comprar o DVD por 16 mil euros mas, as vítimas tinham outra cópia que fizeram circular. Até agora mais nada foi feito nem dito para além das desculpas do acusado, "Deus perdoa, Deus é perdão". Todavia, as reacções a este escândalo são visíveis: 74% dos 190 milhões de brasileiros são católicos no entanto, várias Igrejas ficaram fechadas por falta de fiéis e os pais impedem os filhos de as frequentarem.


1 100 é o número de vítimas de abusos sexuais nos EUA, entre 1950 e 2002.
4 400 é o número de sacerdotes católicos dos EUA que cometeram abusos sexuais, no mesmo período de tempo.
20 000 é o número de sacerdotes católicos que poderão estar envolvidos em escândalos de abusos sexuais de menores, segundo o Vaticano.
3 000 é o número de casos de abusos sexuais que foram comunicados ao Vaticano, desde 2001, segundo as suas fontes.

*PEDERASTIA: Designa o relacionamento erótico entre um homem e uma criança (do sexo masculino). Embora o termo tenha caído em desuso, também pode designar qualquer relação homossexual masculina.

(in, Visão - 25 de Março de 2010)

quarta-feira, 24 de março de 2010

Detido o Violador de Telheiras

Discreto, simpático, prestável, instruído e dono de um olhar expressivo, era assim que os vizinhos, em Massamá, Sintra, viam o Henrique Paulino Sotero, de 30 anos, engenheiro químico, até eles descobrirem que este era, afinal, o violador de Telheiras- responsável por mais de dez crimes sexuais contra menores.
Por trás de tanta simpatia, quando se cruzavam com o engenheiro químico nas escadas do prédio, nunca desconfiaram que este alguma vez fosse um predador sexual. Henrique Sotero foi detido no dia 5 de Março de 2010, na empresa de telecomunicações ZON, confessando à Polícia Judiciária e ao juiz mais de 40 violações.
Os vizinhos não tinham qualquer razão de queixa. "O Henrique violador? Não acredito! A vida dele com a sua companheira de três anos corria bem e até estavam a planear em ter uma família ainda este ano!"-confessou uma vizinha. "Olhei tantas vezes para o retrato-robô e nunca pensei que fosse ele." No entanto, há quem também se sinta aliviado. "Ainda bem que foi detido, pois tenho duas filhas e fico feliz por não lhes ter acontecido nada!"
As queixas das vítimas do violador de Telheiras apontavam todas para Terças-feiras ao fim do dia, dentro de prédios, onde as raparigas eram forçadas a fazer sexo oral. Depois de ter sido abordado por vários inspectores da PJ, em Outubro, Henrique teve o sangue-frio para desaparecer e disfarçar. Depois de vários anos a violar raparigas impunemente, ele parou de atacar, mudou de visual, deixou a barba crescer, e começou a planear a sua defesa. Ainda resistiu até Março, aquando da publicação, em toda a imprensa , do seu último retrato-robô. Em poucos dias Henrique Sotero foi denunciado à PJ por alguém do seu conhecimento.
Ao sair do interrogatório, o violador de Telheiras terá dito que o seu comportamento era compulsivo e que violava raparigas desde do tempo da faculdade.
(in, Jornal "Correio da Manhã)

Esta notícia surge após a publicação do post, no dia 27 de Janeiro de 2010, intitulado "Predador português faz mais de dez vítimas", no qual o Grupo A fornece aos seus visitantes e seguidores a descrição do Violador de Telheiras e dos seus ataques.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Pedófilo poveiro fica em Prisão Preventiva

"MARIA" (nome fictício) tinha apenas seis anos quando o pai a violou pela primeira vez. Assustada, só queria que o mesmo não voltasse a acontecer. Mas dias depois, o homem, de 39 anos, voltou a fazer o mesmo e a situação chegou mesmo a piorar. O pai além de a sujeitar a diversas práticas sexuais, espancava-a e obrigava-a a ver filmes pornográficos.
Durante treze anos a criança foi obrigada a manter-se em silêncio e "MARIA", agora com 19 anos, já perdeu a conta às vezes que foi violada. Há uns anos descobriu que não era a única vítima já que, os irmãos de 5 e 8 anos também eram abusados e espancados desde muito novos. As três crianças eram sempre abusadas separadamente no entanto, todas sabiam o que o pai fazia com cada um deles. O pedófilo passava muito tempo em casa, por ser desempregado, e aproveitava esses momentos para abusar dos filhos.
A mãe das crianças também era vítima dos ataques do marido. Sofria de violência doméstica quase desde o início do casamento, mas garante que nunca se apercebeu dos abusos e que os filhos nunca denunciaram o pai. Toda a família vivia num ambiente de extrema pobreza, passando por muitas dificuldades financeiras.
Em Janeiro deste ano, a jovem conseguiu finalmente o que tanto ansiava - sair de casa. "MARIA" denunciou o pai à Comissão de Protecção de Menores, que apresentou de imediato queixa na Polícia Judiciária, e conseguiu que o pai fosse detido. A detenção ocorreu no dia 27 desse mês (quarta-feira) na sua casa, situada no concelho da Póvoa de Varzim.
O pedófilo foi presente a tribunal logo no dia seguinte, tendo ficado em prisão preventiva ficando indiciado por três crimes de abuso sexual de crianças de forma continuada, um crime de abuso sexual de menor dependente, outro de pornografia de menores e quatro crimes de violência doméstica. Antes de seguir para a cadeia, o homem pediu ainda para falar com a filha "MARIA". Esta acedeu e entrou no tribunal acabando por sair 15 minutos depois sem dizer nada.

(in, Jornal "Correio da Manhã")

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

840€ por Abusar de Irmãs Menores

A mãe das vítimas foi alertada pelos vizinhos para os abusos que as suas filhas estariam a sofrer por parte de um reformado. Indignada, a responsável pelas menores confrontou o arguido, que colocou as culpas nas crianças. "Elas é que são umas porcas," respondeu o homem.
Durante três semanas, um reformado aliciou duas irmãs, de nove e treze anos, com bolos e dinheiro, para que "dessem a pita." Tentou apalpar-lhes os seios, pediu beijos na boca e roçou-se no corpo da mais velha. Condenado a 30 meses de prisão, em pena suspensa, recorreu e viu agora Relação do Porto a reduzir-lhe o castigo para uma multa de 840€.
Os factos remontam para os finais de 2007, quando o arguido começou a abordar as vítimas junto à escola que frequentavam, em Matosinhos. Originárias de uma família pobre, as menores aceitavam as ofertas do reformado, mas fugiam quando este tentava apalpá-las ou pedia beijos na boca.
É aqui que está o cerne da questão. O homem apenas "se roçou" numa das vítimas, facto que leva a Relação do Porto a anular a condenação do Tribunal de Matosinhos, por dois crimes de abuso sexual de crianças.
O arguido nunca tocou, roçou, apalpou a vagina das menores (...). E, quanto à pretensão de apalpar os seios das menores, o arguido nunca o conseguiu porque elas conseguiram escaparar. Ou seja, como as crianças não acederam aos pedidos do agressor, a pena acaba anulada.
Mesmo o facto de ter "roçado" na menina de treze anos não é visto pelo Tribunal da Relação do Porto como "acto sexual de relevo", o que justifica que o reformado, embora punido por abuso sexual de crianças, só pague uma multa de 840€.
(in Correio da Manhã, 8 de Fevereiro de 2010)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Número de Violações Sexuais tende a aumentar

Estávamos no ano de 2004 quando Francesca Navratil, pediatra suíça com especialização em ginecologia na adolescência, revelou que "entre 10 a 15 por cento das crianças ou adolescentes vão ser abusados antes de atingirem a maioridade".
A especialista ainda acrescentou que "o abuso sexual é frequente e, por isso, uma parte do nosso trabalho é verificar se os doentes são suspeitos de abuso sexual". E quando questionada acerca dos procedimentos que teria que tomar, enquanto médica, perante um caso destes, referiu que "Por um lado, tem de se pensar na melhor maneira de gerir a situação e pedir ajuda quando necessário; por outro, há que confirmar a história do doente e, nesse caso, a intervenção tem de ser multidisciplinar (...) quando as crianças e adolescentes chegam ao médico, quer por via directa quer por via indirecta, é fundamental perceber a história, ouvir a descrição e interpretar as evidências e por fim fazer sempre um exame geral, sendo que a criança nunca deve ser forçada".
O abuso sexual de crianças e adolescentes é para Francesca Navratil um dilema no diagnóstico isto porque, "sempre que existe suspeita de abuso é preciso estudar e verificar a história da criança e, para isso, o tempo de examinação é crucial, uma vez que há várias patologias que se podem confundir com o que é resultado de uma situação de abuso". Infelizmente, e de acordo com as suas declarações, "poucas crianças apresentam sinais visíveis, o que torna o diagnóstico ainda mais complicado. Nesse sentido, vão continuar a existir alguns casos em que a suspeita realmente não se confirma".
Em jeito de alerta, a pediatra definiu abuso sexual como uma problemática que envolve muito mais que penetração e manipulação dos órgãos genitais. Para ela, o indivíduo ou, neste caso a criança, pode não perceber que é de facto, uma vítima. E isto porque se trata de uma relação de poder e onde, geralmente, o agressor tem uma estreita cumplicidade com a criança ou adolescente.
Na altura, estas afirmações, reveladas aquando das I Jornadas "Mulher: do Nascer ao Ser", chocaram e preocuparam milhares de pais, namorados e jovens por todo o País. No entanto, e ao contrário do que seria desejável, o choque e a preocupação mantêem-se mesmo após 6 anos passados.
Esperava-se, talvez ilusioriamente, que desde 2004 até aos dias de hoje, alguns avanços se viessem a verificar no sentido de diminuir os valores percentuais de violações sexuais. No entanto, e inacreditavelmente, o número de casos não baixou. Aliás, dados actuais indicam que 1 em cada 6 mulheres e 1 em cada 33 homens sofrerá uma violação sexual ao longo das suas vidas. No caso das crianças, os números são ainda mais assustadores - 1 em cada 4 meninas e 1 em cada 10 meninos serão vítimas de abuso sexual antes de atingirem os 18 anos de idade. Com base nestes números, acredita-se que se nada se fizer para tentar contrariar esta tendência, os números cresçam à medida que os anos passam...
Notícia sugerida pelo nosso seguidor Félix Vieira, a quem, desde já, agradecemos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Duas mulheres violadas por engano no local de trabalho


Duas empregadas de escritório, uma delas deficiente, foram no dia 22 de Agosto de 2009, violadas e agredidas por dois indivíduos que as tomaram por prostitutas, no Seixal. A violação ocorreu no seu local de trabalho.

O crime ocorreu cerca das 10:30 horas, num prédio da Rua 1º de Maio, no Seixal. Os dois detidos, um de 20 anos e outro de 23, cadastrado e saído há cerca de um ano da cadeia (onde cumpriu pena por roubos à mão armada) foram apanhados em flagrante por elementos da PSP da Divisão do Seixal. No entanto, moradores do prédio adiantaram ao Jornal de Notícias, que já ao final da tarde do dia 21, pelo menos um dos suspeitos tinha rondado o prédio. Voltou, no entanto, a vê-lo, assim como ao cúmplice, no dia seguinte quando o duo bateu à sua porta, à procura de duas mulheres. De facto, os indivíduos pareciam estar inseguros quanto a quem se dirigirem, uma vez que estavam à procura de um apartamento onde residiriam duas prostitutas, de quem pretendiam serviços sexuais.

Os problemas começaram logo ao início da manhã, quando os dois homens se confrontaram com o porteiro do edifício. "Eles queriam entrar mas eu não deixei. Não queriam dizer onde pretendiam ir", contou o porteiro. Contudo, ainda conseguiram tocar à campainha de uma empresa, julgando tratar-se do apartamento ligado à prostituição. As duas funcionárias que ali se encontravam, de 23 e 36 anos, respectivamente, assustaram-se com as pretensões dos indivíduos, uma vez que terão sido muito explícitos quanto aos seus propósitos. Recusaram abrir a porta, mas isso não os demoveu. Pouco depois, os dois homens acabaram por tocar a outra campainha e a porta da rua foi aberta: "Eu já não podia impedi-los, porque alguém lhes tinha aberto a porta", justifica o porteiro. Dirigiram-se então ao sexto andar, bateram a duas portas, de apartamentos onde residem duas famílias. Disseram-lhes que era engano e foi então que se dirigiram à porta da empresa. Nesta altura, uma das funcionárias, apavorada, já tinha telefonado ao dono da firma. As duas empregadas voltaram a recusar a entrada aos indivíduos, explicando que ali não havia prostituição. Os dois homens reagiram de forma violenta, agredindo as duas mulheres, ao mesmo tempo que forçavam a entrada e fechavam a porta atrás de si. Uma das vítimas tem uma prótese numa perna, mas o facto não fez mudar de ideias os intrusos. Apesar dos apelos das mulheres, os dois homens obrigaram-nas a praticar vários actos sexuais ao mesmo tempo que as agrediam.

O proprietário da empresa chegou e deu conta de que a porta estava fechada. Ouviu gritos e barulho vindos do interior e ligou de imediato para a PSP. Pouco depois, chegava ao local um carro-patrulha de Trânsito, que estava mais próximo, e a seguir elementos da investigação criminal. "Isto encheu-se aqui de Polícia", contou uma comerciante. Os dois agressores foram detidos de imediato.
(in, Jornal de Notícias)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Predador português faz mais de dez vítimas

Predador sexual ataca raparigas menores dentro de prédios, em Telheiras, há um ano, sempre às terças-feiras. Ameaça-as com faca e força-as a fazer sexo oral. Cuidado, ele ainda continua à solta...
Um casal subiu ao terraço de um prédio à procura de privacidade, mas não esperava um homem de faca em punho que o seguiu discretamente. "ISABEL" (nome fictício), que foi obrigada a fazer sexo oral ao estranho à frente do namorado, é uma entre mais de dez vítimas do mesmo predador. Sempre às terças-feiras, à tarde ou à noite, dentro dos prédios onde as menores, vivem com os pais. Ao contrário de um dos dois violadores que atacam em Benfica, que foi apanhado em menos de um mês por dois casos, há cerca de um ano que a Polícia Judiciária de Lisboa tenta descobrir quem é o homem que ataca de cara destapada, em Telheiras.
Cerca de trinta anos, branco, cabelo muito curto, 1,70 m, magro, são características fornecidas à investigação por algumas das vítimas e testemunhas – tendo já originado dois retratos-robô, ambos desenhados por peritos da PJ, para já sem resultados. Ainda há dois dias, a PSP do Centro Comercial Colombo identificou um suspeito, com aspecto físico bastante parecido, mas a PJ foi buscá-lo e já o descartou.
Depois de meses de trabalho no terreno e dezenas de inspectores investidos, a PJ desespera por informação útil sobre o predador que só ataca menores, de faca em punho, às terças-feiras, e tem por único objectivo forçar sexo oral ou a masturbação para se satisfazer, ejaculando para o corpo das vítimas.Também ele já deixou vestígios biológicos (esperma), mas também aqui a investigação esbarra na lei: a base de dados de ADN em Portugal está quase vazia. E por isso, este predador continua no activo: há meses em que pára, como agora, e outros em que faz duas ou três vítimas, como aconteceu em Agosto e Setembro. A PJ já tem confirmados cerca de uma dezena de casos, com queixa, mas sabe que há mais raparigas que se escondem por vergonha ou até medo.
O caso de uma vítima, de 17 anos, que quis levar o caso às últimas consequências, a 18 de Agosto, chocou o País por no Hospital de Stª Maria lhe terem dito que voltasse a casa, sem lavar os dentes oito horas, por não haver peritos do Instituto de Medicinal Legal para a examinar.
(in, Jornal "Correio da Manhã")

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Assédio Sexual a Geisy Arruda

Foi a 22 de Outubro de 2009 que, a Universidade Uniban, situada em São Paulo (Brasil), testemunhou o mais recente caso de assédio sexual que andou nas bocas do mundo. 700 alunos da Universidade ficaram em alvoroço e geraram uma situação extremamente constrangedora para a vítima em questão, Geisy Arruda, de 20 anos. Isto, alegadamente, porque a mesma foi para as aulas com um vestido curto e considerado por muitos, provocatório.
A situação rapidamente ultrapassou os limites - o recinto ficou cheio de alunos que lhe repetiam insultos e assediavam sexualmente* - e por isso, a aluna teve que ser protegida e escoltada pela Polícia que a ajudou a sair do edifício em segurança. Geisy encontra-se muito abalda com a situação e não entende porque tudo aconteceu, já que "Estava com um vestido normal. Não era decotado nem nada! Estava só do jeito que eu uso mesmo." Os pais e amigos de Geisy apoiam-na e confirmam que ela sempre usou roupas curtas, mas que nunca tinha acontecido uma situação daquelas.
Pouco tempo após a polémica, a Uniban decidiu-se pela suspensão da aluna, atitude que o assesor jurídico da instituição, Décio Lencioni, justificou dizendo que "Não é pela vestimenta. É pela atitude provocatória da aluna Geisy, como por exemplo, de ao subir ter parado no meio do percurso e levantado a saia." (ver vídeo).

O que é certo é que desde essa altura até agora, a atitude de Geisy Arruda mudou radicalmente. Podemos até dizer que, a situação por que passou serviu para que a jovem passasse a ser vista como uma nova celebridade brasileira que já fez cirurgias plásticas, sessões fotográficas ou participações televisivas, por exemplo. Quanto ao que o futuro lhe reserva, embora inicialmente ela quisesse voltar a estudar porque acreditava que "Se eu ficar em casa recolhida vou assumir a culpa de algo que eu não fiz", actualmente quer apostar na sua fama e exposição pública. Assim, poderemos vê-la, desta vez bem diferente e sem qualquer tipo de constrangimentos, a desfilar no Carnaval de Sapacuí ainda este ano. É caso para dizer que, para alguns, há males que vêm por bem!

*ASSÉDIO SEXUAL: Tipo de coerção de carácter sexual praticada por qualquer tipo de pessoa (desde subordinados a subordinadores) nas mais diversas situações (local de trabalho, ambiente académico, etc). Caracteriza-se por ameaças, insinuações de hostilidades e tentativas de investidas sexuais.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Polícia Federal descobre Rede de Pedofilia

A Polícia Federal brasileira iniciou há nove meses uma investigação a vários suspeitos nomeadamente, a um operador de telemarketing e cliente de um cyber-café, situado na cidade de São José (em Santa Catarina). Através dessas mesmas investigações ao jovem suspeito, Felipe Nunes Ferreira, de 24 anos, os agentes conseguiram desvendar uma rede de pedofilia que cobria 8 Estados do Brasil.

Foi a 8 de Dezembro que Felipe Nunes Ferreira foi preso, em casa, por conter material pornográfico. Assim, foi acusado de ter fotografado uma menina de 3 anos e compartilhado as fotos pela Internet, distribuído pornografia infantil online e ainda, de ter abusado sexualmente uma menor de 14 anos. Através da apreensão dos computadores de Felipe Ferreira, a Polícia Federal contabilizou um total de 15 pessoas que trocavam entre si, frequentemente, imagens de actos sexuais que envolviam crianças e adolescentes. E iniciou ainda uma investigação que envolve outras 30 pessoas, do Rio de Janeiro, com quem este mantinha contacto pela Internet.

"Todos os contactos de e-mail do acusado serão investigados. O objectivo é identificar as crianças vítimas destes abusos. Suspeitamos que alguns pais estão envolvidos", disse o delegado titular da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima do Rio, Luiz Henrique Marques Pereira. Além de Santa Catarina e de Rio de Janeiro, acredita-se que os pedófilos estão espalhados por São Paulo, Minas Gerais, Goiás Paraná, Mato Grosso e Ceará.

"Foram apreendidas cenas fortes de violência e violação sexual envolvendo menores. Num vídeo compartilhado por eles, uma criança de 3 anos é violentamente abusada com uma toalha na cabeça. A maioria dos integrantes da quadrilha é composta por pessoas de classe média-alta, a única exceção é os de Rio de Janeiro", afirmou Monteiro, que acompanhou as detenções.

Para além de Felipe Ferreira foram presos os irmãos Celso Rogério Kurtz, de 47 anos, e Ivan Sérgio Kurtz, de 42 anos. O primeiro acusado era servidor do Tribunal de Justiça de SC, e partilhava online, tal como o irmão Felipe, imagens de crianças a partir de um outro cyber-café. Por seu turno, Ivan, lotado no Tribunal Regional do Trabalho de Jaraguá do Sul, também foi detido e já tinha sido, há pouco mais de 6 anos, preso por atentado violento ao pudor contra menores em Balneário Camboriú.

Notícia sugerida pela nossa seguidora Francisca, a quem, desde já, agradecemos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Detenção de suspeito de Abuso Sexual Infantil

Um homem, de 33 anos, residente na zona Centro, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de abuso sexual de uma menor de 13 anos que conheceu através da Internet e atraiu para um encontro, no qual terá ocorrido o crime.

Em comunicado, a PJ indica que o detido conheceu a menor na Internet há cerca de um mês, tendo começado então a corresponder-se pelo mesmo meio. “Na sequência de tais contactos, o agora detido convenceu a menor a encontrar-se com ele, tendo, durante tal encontro, abusado dela sexualmente”, acrescenta a mesma nota.

O detido já foi presente às autoridades judiciárias para interrogatório, tendo ficado obrigado a “apresentações periódicas perante as autoridades policiais e proibição de contactar a menor”.

A Judiciária aproveita este caso para alertar “para os riscos associados a contactos com desconhecidos através da Internet, devendo ser dada especial atenção aos estabelecidos por crianças”.
(in, Jornal "Público")

Notícia retirada de outro blogue que também merece a vossa atenção - Vox Nostra

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Austrália pede desculpa por 40 anos de Abusos Infantis

O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, apresentou hoje um pedido de desculpas solene aos 500 mil "australianos esquecidos", vítimas de décadas de abuso em instituições públicas. A Austrália "pede desculpa por esta tragédia, esta tragédia absoluta, infâncias perdidas", afirmou Rudd perante milhares de sobreviventes destes "australianos esquecidos", provocando um forte aplauso no Parlamento.

Entre 1930 e 1970, centenas de milhares de crianças foram abusadas em Orfanatos e Lares adoptivos na Austrália. "Estamos hoje todos juntos para pedir desculpas à Nação. Para vos dizer, a vós, australianos esquecidos e aqueles cujos foram enviados para nós sem o seu consentimento, que pedimos desculpa." Em Fevereiro do ano passado, o primeiro-ministro australiano já tinha feito um pedido de desculpas histórico à "geração roubada", milhares de crianças aborígenes, retiradas à força das suas famílias até à década de 70, para serem colocadas em instituições de brancos.
(in, Jornal "i")

Notícia sugerida pela nossa seguidora Arabesco, a quem, desde já, agradecemos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pai e os seus Quatro Filhos acusados de Abusos Sexuais de Menores

Um pai e os seus quatro filhos, ambos de nacionalidade americana e acusados de abusos sexuais, compareceram pela primeira vez em tribunal na quinta-feira passada (12 de Novembro 2009). As equipas de investigadores recomeçaram as buscas, no mesmo dia, na propriedade rural dos mesmos e onde os alegados abusos foram cometidos há anos atrás.
Os suspeitos são Burrell Edward Mohler Sr. de 77 anos, e os seus filhos David (52 anos), Burrell Jr. (51 anos), Jared (48 anos) e Roland (47 anos). Três dos homens são pastores na Igreja da Comunidade de Cristo americana mas, a sua actividade está, por agora, suspensa.

Os cinco homens apareceram cabisbaixos perante o juiz que leu as acusações que impendem contra eles, incluindo sodomia forçada, violação de uma criança menor de 12 anos e uso de uma criança para práticas sexuais.
A Polícia acredita que pode encontrar um ou vários corpos e procura também, localizar frascos de vidro cheios com notas escritas pelas crianças onde estas descrevem os abusos de que foram vítimas. "Quando as vítimas eram mais jovens, elas escreviam o que lhes acontecia e punham-no nesses frascos antes de os enterrarem na propriedade esperando assim esquecer o que se tinha passado", indicou o porta-voz da Polícia de Missouri.
O sofrimento das crianças viu a luz do dia em Agosto, quando uma mulher de 26 anos foi à Polícia contar os abusos sexuais sofridos. A jovem mulher descreveu nove episódios de violência sexual que, segundo recorda, começaram quando tinha cinco anos e terminaram quando ficou grávida e teve de abortar com apenas 11 anos. Estas violências acompanhavam-se de elaboradas cerimónias de "casamento", durante as quais as raparigas deviam colher flores para enfeitar o cabelo e usar vestidos especiais para agradar os violadores. Foi também obrigada a ter relações sexuais com um cão e a assistir à violação do irmão, segundo relatam os documentos judiciais.

O porta-voz da polícia, Bill Lowe, recusou precisar se outros membros da família tinham conhecimento destes abusos ou se estavam presentes quando ocorreram. O xerife de Alumbaugh declara-se convencido que "havia outras vítimas", afirmando que "os pedófilos não param num único caso: eles continuam."
(in, Jornal "Público")

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O caso de Violação que está a chocar a América


Uma jovem foi violada por um grupo durante duas horas e meia, perante uma assistência de pelo menos dez pessoas, que nada fizeram. A rapariga de 15 anos encontra-se ainda hospitalizada, em condição considerada "estável."

As autoridades acreditam que, pelo menos, uma dezena de pessoas assistiu à violação de uma rapariga de 15 anos, na sexta-feira, nas imediações do seu liceu, enquanto decorria uma festa. Para já, há apenas dois detidos, mas a polícia julga que outros cinco indivíduos participaram na violação, que terá decorrido ao longo de duas horas e meia, de acordo com a CNN.
Os dois suspeitos detidos têm 15 e 19 anos. A polícia vira-se agora para o Facebook e o YouTube, numa tentativa de encontrar pistas que possam conduzir aos outros participantes.
A vítima tinha acabado de abandonar a festa anual de boas-vindas aos alunos quando foi abordada por um colega, que a terá convidado para se juntar a um grupo que bebia, nas traseiras da escola.
A jovem estaria também embriagada e só foi encontrada um dia depois, inconsciente.