Todas as violações sexuais envolvem a realização de actividades de foro sexual contra a vontade de uma pessoa e com recurso à força, violência, coacção, medo e lesões corporais.
No entanto, é preciso ter em conta que existem vários tipos de agressões sexuais aos quais todos nós devemos estar alerta. Por isso, de seguida enumerarei alguns deles:
VIOLAÇÃO POR UM CONHECIDO: 73% das violações sexuais são cometidas por alguém conhecido da vítima isto é, pelo pai, vizinho, professor ou amigo. Isto torna este crime ainda mais assustador, porque revela que devemos desconfiar até daqueles que conhecemos e confiamos.
VIOLAÇÃO COM DROGAS: 11,6% dos abusos sexuais ocorre com recurso às drogas por parte dos agressores. Assim, a vítima é drogada com determinados tipos de sedativos, calmantes e anti-histamínicos. Estes medicamentos são administrados principalmente por uma injecção, insuflação nasal (cheirada) ou pela ingestão oral (em que, na maioria das vezes, o assaltante coloca a droga na bebida da vítima). O álcool e as drogas tornam, não só as mulheres mas todos os seres humanos, incapazes de agir de acordo com os parâmetros da “normalidade”. Assim, não se pode dizer que só pelo facto das vítimas estarem drogados dêem automaticamente autorização para a realização de qualquer tipo de actividade muito menos, sexual.
VIOLAÇÃO NO NAMORO/CONJUGAL: Independentemente da relação conjugal ou social, se a mulher não consentir a actividade sexual, está a ser violada. Na verdade, 28% das mulheres são vítimas de violação por parte dos maridos e 14% por parte dos namorados.
VIOLAÇÃO DE ÓDIO: É a vitimização de um indivíduo baseado na religião, na raça, na origem nacional, na identificação étnica, no género ou na orientação sexual. As vítimas deste tipo de violação são maioritariamente mulheres, uma vez que estas são consideradas objectos dos homens e não seres humanos, mas também, membros da comunidade LGDT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais).
VIOLAÇÕES NAS GUERRAS: É o tipo de violação cometida por soldados, combatentes ou civis durante o conflito armado ou de guerra.
Para mais informações sobre estes dois últimos géneros de violação, consultar a publicação ‘Violação como Arma de Guerra’ publicada no dia 4 de Novembro de 2009.